Um casal de índios pertencente a tribo Maués vivia junto por muitos anos sem ter filhos, mas desejavam muito serem pais.
Um dia eles pediram a Tupã para dar-lhes uma criança que completaria aquela felicidade.
Tupã, sabendo que o casal era bondoso, lhes atendeu o desejo dando a eles um lindo menino.
O tempo passou e o menino cresceu bonito, generoso e querido por todos na aldeia.
No entanto, Jurupari, o deus da escuridão e do mal, sentia muita inveja do menino e decidiu matá-lo.
Certo dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança.
Ele se transformou em uma serpente venenosa que atacou e matou o menino.
A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia.
A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que deveriam plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.
Assim foi feito e os índios plantaram os olhinhos da criança. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras rodeadas por uma película branca, semelhante a do olho humano.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A casa queimada
Certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria.
Durante a viagem, quando sobrevoava o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte.
Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção.
Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca.
Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada.
Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
---"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:
--- "Vamos rapaz?"
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:
--- "Vamos rapaz, nós viemos te buscar"
--- "Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"
--- "Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."
Durante a viagem, quando sobrevoava o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte.
Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção.
Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca.
Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada.
Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
---"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:
--- "Vamos rapaz?"
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:
--- "Vamos rapaz, nós viemos te buscar"
--- "Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"
--- "Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A Margarida Friorenta
Era uma vez uma Margarida num jardim.
Quando ficou de noite, a Margarida começou a tremer.
Aí, passou a Borboleta Azul.
A Borboleta parou de voar.
— Por que você está tremendo? — Frio! –
---Oh! É horrível ficar com frio! E logo numa noite tão escura!
A Margarida deu uma espiada na noite.
E se encolheu nas suas folhas.
A Borboleta teve uma idéia:
— Espere um pouco!
E voou para o quarto da Ana Maria.
— Psiu! Acorde! — Ana!
--- É você, Borboleta? Como vai?
— Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
— O que é que ela tem?
— Frio, coitada!
— Então já sei o remédio. É trazer a Margarida pro meu quarto!
— Vou trazer já!
A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
— Você leva esse vaso pro quarto da Ana Maria?
Moleque era muito inteligente. E levou o vaso muito bem.
Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito ao Moleque.
A Margarida ficou na mesa de cabeceira.
Ana Maria se deitou.
Mas ouviu um barulhinho.
Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo.
— Que é isso? — Frio! — Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho pra você.
Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum. E vestiu o casaquinho na Margarida.
— Agora você está bem. Durma e sonhe com os anjos.
Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria.
A Margarida continuou a tremer.
Ana Maria acordou com o barulhinho.
— Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa pra você!
E Ana Maria arranjou uma casa para a Margarida.
Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
Era a Margarida tremendo.
Então Ana Maria descobriu tudo.
Foi até a mesa de cabeceira e deu um beijo na Margarida.
A Margarida parou de tremer.
E dormiram muito bem a noite toda.
No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
— Sabe, Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco, não!
E a Borboleta respondeu:
— Ah! Entendi!
Quando ficou de noite, a Margarida começou a tremer.
Aí, passou a Borboleta Azul.
A Borboleta parou de voar.
— Por que você está tremendo? — Frio! –
---Oh! É horrível ficar com frio! E logo numa noite tão escura!
A Margarida deu uma espiada na noite.
E se encolheu nas suas folhas.
A Borboleta teve uma idéia:
— Espere um pouco!
E voou para o quarto da Ana Maria.
— Psiu! Acorde! — Ana!
--- É você, Borboleta? Como vai?
— Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
— O que é que ela tem?
— Frio, coitada!
— Então já sei o remédio. É trazer a Margarida pro meu quarto!
— Vou trazer já!
A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
— Você leva esse vaso pro quarto da Ana Maria?
Moleque era muito inteligente. E levou o vaso muito bem.
Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito ao Moleque.
A Margarida ficou na mesa de cabeceira.
Ana Maria se deitou.
Mas ouviu um barulhinho.
Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo.
— Que é isso? — Frio! — Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho pra você.
Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum. E vestiu o casaquinho na Margarida.
— Agora você está bem. Durma e sonhe com os anjos.
Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria.
A Margarida continuou a tremer.
Ana Maria acordou com o barulhinho.
— Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa pra você!
E Ana Maria arranjou uma casa para a Margarida.
Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
Era a Margarida tremendo.
Então Ana Maria descobriu tudo.
Foi até a mesa de cabeceira e deu um beijo na Margarida.
A Margarida parou de tremer.
E dormiram muito bem a noite toda.
No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
— Sabe, Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco, não!
E a Borboleta respondeu:
— Ah! Entendi!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
História: "BONECA DE CROCHÊ"
Um homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos.
Eles tinham compartilhado tudo um com o outro e conversado sobre tudo.
Não havia segredos entre eles, com exceção de uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
Por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato.
Um dia a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria.
Sendo assim, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher.
Ela concordou que era à hora dele saber o que havia naquela caixa.
Quando ele abriu a tal caixa, viu duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou;
- Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente duas bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente duas vezes por todos esses anos de vida e amor. '
- Querida!!! - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah! - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.
Eles tinham compartilhado tudo um com o outro e conversado sobre tudo.
Não havia segredos entre eles, com exceção de uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
Por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato.
Um dia a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria.
Sendo assim, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher.
Ela concordou que era à hora dele saber o que havia naquela caixa.
Quando ele abriu a tal caixa, viu duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou;
- Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente duas bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente duas vezes por todos esses anos de vida e amor. '
- Querida!!! - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah! - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Projeto “Deixa que eu conto” leva contação de histórias a crianças de Cubatão
Voltado para o público infantil, as sessões acontecem na Biblioteca Central e levam clássicos da literatura para os pequeninos de 16 de março a 29 de abril
Quem ainda não lê, pode se interessar por leitura? A maioria pode até responder que não, mas para aqueles que trabalham com “contação de histórias”, a resposta é: sim, sim, sim! Uma criança de 4, 5 anos, apesar de não saber ler uma palavra sequer, quando recebe uma história saindo fresquinha das páginas de um livro, simplesmente se apaixona pela literatura epelo encantamento que ela proporciona . A professora Ana Lúcia Correia que o diga. E é por isso que por dois meses ela estará contando muitas histórias para meninos e meninas de Cubatão.O Projeto “Deixa que eu conto” começa dia 16 de março e vai até dia 29 de abril, sempre com uma história diferente a cada dia. As apresentações, gratuitas, acontecerão na Biblioteca Central em duas sessões: às 13h e às 15h. Além de conhecer uma bela história, folhear livros e ver suas figuras, a meninada participará de dinâmicas de grupo, confecção de artesanato e dobraduras.
O principal objetivo do Projeto é desenvolver o gosto pela leitura. Para tanto, Ana Lúcia Correia escolheu histórias como “O tijolo de ouro”, do escritor Pedro Bandeira, a famosa “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, além da lendas brasileiras e de outros países, sempre trazendo mensagens de paz, amor ao próximo e encantamento. “As histórias são patrimônios da humanidade. Saber ouvir e contar histórias desenvolve a imaginação, resgata a cultura oral e incentiva a escrita”, afirma a educadora.
Ana Lúcia Correia atua como professora na rede pública municipal de ensino de Cubatão. Formada em magistério e pedagogia, tem conhecimento específico na área de Contação de Histórias. Na Biblioteca Central, as sessões acontecerão sempre às terças e quintas-feiras. Escolas de ensino fundamental e creches da cidade podem agendar a participação de seus meninos e meninas, sempre em turma de, no máximo, 30 crianças. O agendamento pode ser feito pelo telefone 3361-6844.
Texto: Morgana Monteiro
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terça-feira, 9 de março de 2010
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